Daí eu cresci. Dizem até hoje que eu sou a cara dele, da cor ao temperamento. Eu sempre odiei, chorava quando era pequena se colocassem algum tipo de açúcar ou alguma comida com gordura no meu prato, resmugando e dizendo que não gostaria de adquirir aqueles 120kg de banha e bigode que ele possuia. Pra mim, eu parecia com a minha mãe. Buscando ter os cabelos lisos, pretos e a pele morena igual a dela, mas a minha voz buscando autoridade e os olhos sempre expressivos não tem como negar.
Hoje eu olho nele o arrependimento de não ter explicado a filha que ele já se arriscou muito na profissão pra ela estudar e ensiná-la a dirigir. Esquecer que ainda tem muito tempo, apesar das doenças e sem o dedão do pé. Aprender que existem 4 pessoas que depende dele, mesmo cada um tendo sua vida. Olhar pra gente e admitir, mesmo que ele não queira, que nós somos importante pra ele.
mae e pai :)
